quarta-feira, 8 de maio de 2013

ADORO DINHEIRO


A maneira como tratamos nossos recursos e vemos o poder do dinheiro, oscila entre posturas lógicas, emocionais, corajosas, covardes, calculistas ou instintivas. A uma variação de indivíduo para indivíduo, a verdade é que essas características brotam em nossa mente e guiam nosso futuro.

Desde quando por insistência de amigas resolvi criar este blog, recebo comentários de muita gente dizendo que sou uma “aproveitadora” e que deveria procurar um trabalho e tentar vencer na vida com recursos próprios.  Essa é uma das diferenças entre ricos e pobres. Muitas pessoas acreditam que precisam de seu próprio dinheiro para fazer dinheiro, enquanto pessoas ricas não veem nenhum problema em usar o dinheiro de outras pessoas.

Indivíduos verdadeiramente ricos estão sempre arrodeados de pessoas que têm as mesmas ideias que eles e condenam atitudes de pessimismo, falta de visão, tristeza e melancolia, o que aumenta a fama de esnobes. Sendo assim estou pronta para as críticas que podem surgir.

O problema do posicionamento dessas pessoas que criticam quem ama o dinheiro como eu, é que a opinião delas não se sustenta. Casar com pobre é pedir esmola para dois; então hora ou outra quando elas se vêm atoladas de dívidas, sem dinheiro para fazer um programa a dois e comendo mal, a falta de preparo emocional e financeiro cobra a conta, e geralmente é bem cara.

A imprevisibilidade do universo trata de criar em nossas vidas situações as quais não conseguimos controlar, a solução é trata-las com maturidade. Como relatei a vocês tenho um envolvimento amoroso com um boy pobre e casado. Não tenho certeza qual o valor de seu salário, mas acredito está na faixa dos R$ 900,00, com os descontos ele deve ganhar uns R$ 750,00.

Gosto dele e sou tratada por ele com um carinho e uma dedicação a qual homem algum já teve comigo, mas mesmo que ele se separe como poderemos morar juntos com uma renda mensal nesse valor? Meu apartamento é próprio, não pago aluguel, mas se eu coloco alguém dentro da minha residência e construo uma união estável é bem provável que posteriormente eu tenha que dividir meu imóvel ou seja obrigada a pagar pensão a homem. Por isso afirmo: certas situações exigem maturidade financeira.

Dizer que o importante é o amor é um mecanismo bem rebuscado de autodestruição. Pessoas ricas gastam muito tempo olhando para o futuro, estabelecendo metas e ansiosas pelo o que vem pela frente.

Então vou levando o boy; rico ou pobre, é homem! E sendo homem poderei treinar todas as técnicas de sedução, dominação, manipulação e até sexual. Porque não? Descobrir o que me dá prazer, descobrir o sexo oral, anal e “animal”. Beijar, transar, afinal não dá pra ficar entrando ano e terminando ano sem dá uma “bitoquinha”. Isso estressa a mulher e a transforma em uma “mal amada”, triste e rancorosa, com o coração de gelo e os nervos a flor da pele. Vou está pronta para quando meu príncipe chegar, pois com ele não poderei errar, não haverá “treino”, será ou tudo ou nada. Só não posso ser burra: beijar pobre ainda é aceitável, mas se apaixonar e dispensar “grandes oportunidades” jamais! Sendo assim: o boy assalariado fica! Conheci um médico, um engenheiro ou um diretor: dou corno! Afinal sou solteira e não devo fidelidade a homem de outra! 


segunda-feira, 6 de maio de 2013

A Usurpadora

O mês de abril foi atípico para mim, pois realmente aconteceram muitas bênçãos em minha vida. Foram elas: 

· Criei este blog e estou podendo compartilhar minha vida com novos amigos. 
· O boy que estava sem contato, me procurou, se desculpou e estou voltando a conversar com ele ( não rolou nada pois moramos em cidades distantes). 
· Fiz a declaração do meu imposto de renda e recebi a notícia que tenho dinheiro retido e receberei esta restituição :) 
· Recebi uma ótima oportunidade de crescimento profissional.
· Recebi uma ótima quantia em dinheiro a qual não esperava .
· Dei entrada na solicitação da Participação dos Lucros da empresa e no final de maio receberei outra quantia extra. 
· Dei um corte mais moderno no cabelo e melhorei minha autoestima.
· Encontrei no face o boy que tirou minha virgindade, não desejo mal a ninguém, mas foi bom para o ego ver que ele está feio, gordo e pobre e eu linda, magra e quase rica. 

Eu satisfeita ? Não! Quero mais, mais e muito mais ! Quero tanto que uma amiga me chamou de A Usurpadora! Como assim, usurpadora eu ? Não me sinto uma Paola Bracho! Usurpador é aquele que engana ou se apodera daquilo que não lhe pertence, através da violência e/ou de maneiras ilícitas. 

Como não estou fazendo nada de errado, porque não posso desejar mais ? Acho que o céu nasceu para todos, existe dinheiro e homem suficiente para todos. 

Nunca tive uma vida sem preocupação financeira e nunca tive sorte no amor. Sempre comprei a prestação e só me envolvia com pobres de espírito, aquele tipo de homem que deveria rezar todos os dias por ter me conhecido, mas nunca me deu o valor devido e eu ainda não podia achar ruim. Na verdade eu não podia ter opinião formada em relação a ele ou a nosso “relacionamento”. 

Confesso que tive uma vidinha de merda durante anos, ainda não tenho a vida dos meus sonhos, mas as coisas estão melhorando! Hoje eu tenho consciência que se eu tivesse tido amor próprio e acreditado em meu potencial eu teria evitado muita coisa. Se não estava satisfeita no trabalho, poxa: era pra ter pedido demissão e procurado outro logo, não esperado a empresa resolver me mandar embora. 

Deixei um cretino favelado me maltratar, porque para mim o que importava era A PORRA DO AMOR! Mas, meu Deus, quem colocou essa venda nos meus olhos ?? Que merda de amor é esse? Amor que destrói e te faz infeliz? 

Não tenho o direito de ser feliz ? Se eu conseguir uma vida plenamente livre de preocupação financeira e sendo amada por um homem maravilhoso estarei usurpando algo de alguém ? 

Quero sim: mas dinheiro em minha vida! Pô, pelo menos todas as vezes que saí com o boy pobrinho ele sempre pagou o motel e a lanchonete (não disse restaurante), mesmo que tenha juntado o mês inteiro, pelo menos tem consciência do papel de um homem. Pior foi outro cretino que tive onde eu tinha que me contentar em dividir um cachorro quente com ele (sem suco que era para não "encarecer" o programa). Sei lá, acho que foi algum despacho que fizeram pra mim.


quarta-feira, 1 de maio de 2013

NAMORAR POBRE

Nada contra homens desafortunados financeiramente, são pessoas dignas como qualquer outra. Só não quero um desses ao meu lado ! 

Sinceramente, não sei como tem certo tipo de mulher que fica com esses homens que só trai elas, as enchem de filho ( não pagam pensão e se pagarem não ultrapassa R$ 150,00 ) e não dão a elas nem um pirulito. 

Não vou dizer que nunca passei por isso. Sim, já passei e passo até hoje: Estou envolvida amorosamente com um cara digamos DESPROVIDO DE RECURSOS FINANCEIROS. Mas peraí...deixa eu tentar explicar !
 
Na verdade não posso ser considerada namorada dele porque ele é casado. Também não posso ser considerada amante porque não nos vemos à algum tempo, nosso contato é só por telefone e web. 

O pior é que gosto dele! Ele é bonzinho, liga TODO DIA, passa mensagem, fala pelo Face, quando estamos juntos me trata como uma verdadeira princesa e tem certas atitudes que nenhum homem já teve comigo. Seu único defeito é não ter dinheiro! 

Esse boy já me perguntou várias vezes se ele largasse a mulher eu moraria com ele. Minha resposta é uma só: Não! Mas porque não? 

Primeiro por que não sou nenhuma destruidora de lares. Acredito muito no ditado: “aqui se faz, aqui se paga”. A Lei do Retorno, que também é conhecida como a Lei da Causa e Efeito é certeira, então não quero carregar essa “cruz”. Tenho muito cuidado com meu caráter, pois ele controla o nossa destino e quero ter um destino maravilhoso, sem ter que quitar “divida” alguma, afinal quem semeia o bem há de colher o bem, quem semeia o mal há de colher o mal. 

Segundo porque nunca jamais construiria uma união estável com alguém em meu apartamento para ele ter algum tipo de direito a algo que não derramou nem uma gotinha de suor para comprar e muito menos iria alugar algum “barraco” pra morar ao lado dele, já que não vou pagar casa pra morar com ninguém e se depender do salário dele nosso lar seria muito inferior ao apartamento onde moro atualmente. Só saio de casa para algo ou igual ou melhor. 

Nada contra as pessoas que moram em bairros periféricos, acho até os morados dessas regiões pessoas guerreiras, que batalham muito para ter uma vida digna. Claro que existe o índice de criminalidade, mas bandido tem em qualquer classe social. Tem tanto ladrão de terno e gravata... 

O que questiono é o choque de interesses: não nasci pra ser pobre ! Não quero morar em favela. Não sou rica, nossa, minha vida é difícil, dependo do meu salário. Mas consigo (com muito esforço) ter acesso a muita coisa boa: educação de qualidade, roupas de grife, viagens, festas, restaurantes etc. 

Então vocês vão me perguntar: porque então estou envolvida com o boy pobre e dou “trela” a ele ? Tenho uma resposta: 

Porque me sinto uma mulher plena e realizada ao seu lado, porque ele é do bem, porque ele é Ó.TI.MO de cama. Como sou solteira, não estou traindo ninguém, porque não? Acho que quem deve fidelidade a esposa dele é ele e não eu. 

Outro ponto também, é porque ele é jovem e um pouco sonhador demais, conversamos muito e o aconselho demais. Estou tentando convencê-lo a “passar” uns anos mais “apertado” e investir em uma faculdade. Pra mim educação é indispensável! Quem sabe Deus não me colocou no caminho dele justamente pra isso, para eu guia-lo para um futuro diferente e mais promissor? 

Estarei transformando a vida do boy e com isso a minha também, já que por menos que seja nossa ação, ela causa repercussões em nossas vidas que não podemos prever, boas ou ruins, depende da ação originada.

Ou quem sabe esse boy é minha alma gêmea e acabou se casando com outra por algum desacerto do destino ? E eu estou o orientando a ter uma carreira promissora, ele chegará lá e iremos ter juntos uma vida feliz e bastante próspera? Não sei! O que sei é que se algum dia ele chegar a se separar não será por minha influência, pois também sei que por mais longe que estejamos do centro da má ação, as consequências tomam um rumo que de uma forma ou outra, seja imediatamente ou tempos depois, chegarão até nós. Sendo assim: sigo meu caminho do bem e deixo o destino me guiar.