sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Homem é objeto

Quer dizer que agora até a Valdirene arranjou um milionário e eu nadaPelo menos não estou de “bico seco” e já beijei dois homens esse ano. Sabe quando agente é adolescente e o que mais vale é quantidade e não qualidade, quando saíamos para algum show e contávamos para as amigas: “Já beijei três e você? Depois amadurecemos e vemos o quanto eramos bobas?
Pois foi isso que aconteceu comigo, só que depois dessa fase fiquei mais boba ainda e em vez de dá valor a quantidade, dei valor ao amor. Que droga de sentimento é esse? Hoje, mais madura e rodada, voltei a ter o mesmo pensamento de adolescente: só que em uma edição revisada: vale a quantidade sim, mas quantidade em alto padrão e não apenas números.
Errada ou não, me tornei criticamente seletiva, e sei o que não quero! 
A Direção da minha empresa possui um relacionamento muito amigável com a Polícia Civil e Militar, onde sempre que possível doamos alimentos, lanches e dinheiro para confraternizações das equipes policiais. Acho bem bacana essa atitude, até inteligente. Nunca tivemos problema algum a qual necessitássemos de ajuda, mas é sempre bom ter a Polícia ao nosso lado. Nunca se sabe.
Pois bem...Há dez dias estava eu saindo do trabalho ás 22:30 aproximadamente e tinha uma viatura da Polícia Civil na porta da minha empresa esperando algo que seria doado para a festa do dia dos pais. Neste dia tinha ido trabalhar de salto e para meu azar acabei virando o pé me causando uma dor muito forte no tornozelo. Não conseguia nem caminhar.
Juntamente com outro gerente parei próximo a viatura para cumprimentar o policial, que acabou se comovendo com minha situação e ofereceu ajuda perguntando se eu não queria uma carona já que ele se dirigia a uma delegacia próximo a minha residência. Aceitei é claro! Ao entrar na viatura tivemos o seguinte dialogo:
ELE : “Vou te levar para delegacia”
EU: “Nem dá kkk, amanhã trabalho ás 06:00” 
Conversamos amigavelmente durante o percurso e o policial me deixou em casa. Ao sair do carro ele perguntou: “Olha, moro no bairro X, próximo a seu trabalho, amanhã termino o plantão ás 05:00. Posso te deixar na empresa se desejar”. Nossaaaaaa, aceitei novamente na hora. Para mim é terrível acordar as 04:00 da manhã para pegar o ônibus de 05:15 e está no trabalho ás 06:00. E ele se oferecendo para me levar de carro? Minha resposta foi : SIM, SIM, SIM!!!
Mesmo assim, ainda duvidava da gentileza. Puro engano: pontualmente meu celular toca, era ele já na portaria do prédio me aguardando. Achei tão fofo, tão educado. Ao sair do portão e o vi no carro dele particular já gostei: carro bonito, não sei a marca, pois não entendo muito de carros. Só sei que era vermelho e com vidros escuros ( um  amigo tem uma teoria que define os homens pelos carros que eles usam).
Durante o trajeto nos beijamos. Não sei da parte dele, mas para mim foi algo bem frio, como se ele fosse um homem objeto e aquele beijo seria apenas um pagamento pela carona. Naquele momento tive dúvidas se algum dia não conseguiria me prostituir por dinheiro. Sei lá...acho que meu coração se tornou uma pedra de gelo. Homem para mim só assim: para usar. 
Continua...

3 comentários:

  1. É bom tem um paquera, bem que eu queria que aparecesse um... rsrs

    Beijocas

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  2. Oi, Zaz!

    Acredito que você simplesmente esteja "adiantando" a frieza que já espera dele. Infelizmente não podemos esperar beijos afetuosos de quem mal conhecemos... Até que se prove o contrário, só dá para usar mesmo!

    Beijos!!!

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